Hoje vou-lhe falar de um livro recente.
Foi editado em Portugal o ano passado e tem um título inédito.
“O PORTUGUÊS QUE NOS PARIU”.
É uma edição da Editora Civilização e deu algum brado.
Pelo menos entre os críticos que não deixaram de sobre ele lançar um olhar enviesado.
Alguns tomaram-no por um livro sobre a história e a influência de Portugal, na história do Brasil.
Mas não é.
Por isso teceram-lhe críticas acentuando ligeireza nas sua páginas.
Todavia a crítica foi unânime em considerá-lo bem escrito.
Claro que o Português que nos Pariu não é um livro sobre a história do Brasil e muito menos sobre a história de Portugal.
No entanto fala não só da história do Brasil, mas também sobre a de Portugal e neste último caso vai aos primórdios.
Recua aos lusitanos e à mescla de povos que constitui o português e acrescenta-lhe mais um ponto a partir da via aberta por Cabral em 1500, quando aportou a Terras de Santa Cruz.
Neste ponto vale a pena ler um excerto do que diz a páginas 21 que é esclarecedor.
(leia a página 21 e sublinhe)
Neste livro haveria outras passagens interessantes, e muitas, mesmo muito mais interessantes do que a da página 21 a sublinhar, mas não vale a pena relevar passagens repletas de mordacidade e interesse.
Quem isto escreve não é uma historiadora, nem a isso tem pretensões.
É uma jornalista e escritora.
Chama-se Ângela Dutra de Menezes.
Trabalhou nessa grande fábrica de televisão brasileira que é a Rede Globo, mas também na Enciclopédia Encarta.
Fez incursões pela ficção e publicou o romance “MIL ANOS MENOS CINQUENTA”, que lhe valeu o Prémio Revelação na Bienal do Livro de 1995.
Depois disso publicou “Santa Sofia” e ainda o “Avesso do Retrato”.
Eu que desconfio dos best-sellers, tenho que reconhecer que gostei deste best seller, que já vai em seis edições.
E leio-lhe o que se diz na contra capa da edição portuguesa
(li no programa Guarda Livros o segundo parágrafo da contra-capa).
É este o Livro.
“O Português que nos Pariu”.
A autora é Ângela Dutra Menezes, como disse já.
A edição é da Civilização.
Deixo-o com este livro mordaz que sorri dos académicos, mas não faz pouco da história.
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